A minoria política da USP -- i.e., todos os não-esquerdistas e não-sindicalizados -- acaba de ganhar um blogue:
Todos os membros da comunidade uspiana que não se sentem representados pelo DCE e pela ADUSP -- e que, como a maioria da população de São Paulo, é a favor da PM onde e quando ela for necessária, defende o estado de direito, a igualdade perante a lei, e, pois, condena as ações violentas de grupelhos de extrema esquerda na sobredita universidade -- podem e devem assinar o manifesto que lá está.
Ora, fumar maconha é contravenção, portar certa quantidade é crime, como é também crime invadir e apropriar-se indevidamente do patrimônio público: mas por que cargas d'água a PM não pode fazer o seu trabalho dentro dos limites da USP? Seria a USP uma zona intocável, não subordinada, como o resto do país, à Constituição e ao estado de direito? Façam-me o favor...
Se há uma patrulha que cerceia as liberdades individuais dentro da USP é a patrulha ideológica de esquerda, -- não a PM.
Por fim, há amigos meus que, certamente de boa vontade e com a melhor das intenções, são contra a permanência da PM no campus. Discordamos também nisso, ça va sans dire. O que em nada muda -- pelo menos no que a mim me toca -- nossa relação pessoal. Já somos bem grandinhos para poder discordar civilizadamente.
érico, vc não fica cansado de sempre ser tão sensato, deixa a mulecada viver 1968, deixe-os pintar a cara, vc tá velho meu velho - a melhor coisa que aconteceria na usp é a desapropriação, image só o surgimento do FIELZÃO II (A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM). INTÉ.
ResponderExcluirErico, uma pergunta que faco: a PM esta la somente pela seguranca ou tem mais algum motivo?
ResponderExcluirClaramente a PM na USP se mostrou um ato politico, nao somente de seguranca. Uma forma de intimidacao de qualquer tipo de movimentacao de ideias em desacordo com as decisoes do governo do estado. Sutilmente a universidade vai se tornando um espaco cada vez mais anti-democratico, a indicacao de Rodas ja foi uma prova disso. A USP, como berco de ideias, de solucoes para a sociedade, com certeza consegue achar sua propria solucao para sua seguranca interna e respeito das leis dentro do campus, uma solucao que nao seja uma PM obedecendo ordens para sufocar movimentos sociais de contestacao.
Discordo em gênero, número e grau, Anônimo 2: o seu "claramente" é absolutamente opaco. Relembrando a ordem dos acontecimentos, a PM foi à USP, na ocasião, porque recebeu uma denúncia de crime: tráfico de drogas. Invadida a reitoria, a PM cumpriu um mandado de reintegração de posse, e tirou os manifestantes de lá. O que há de político aí? Nada: é gente que transgrediu a lei sofrendo as consequencias de seus atos.
ResponderExcluirDiscordo também do seu "sutilmente": a universidade vai-se tornando um espaço antidemocrático, é verdade, -- mas brutalmente, e não por causa da polícia de farda, senão da polícia política de extrema esquerda, que grassa a universidade desde dentro, e ameaça a integridade física de quem não se alinha com tal política: a agressão a um professor de linguística, ocorrida dias atrás, é disso um exemplo eloquente.
Enfim, todos os cidadãos são iguais perante a lei, a lei vale pra todos: dentro e fora da USP. Os movimentos sociais são livres para exprimir-se, é claro!; se os manifestantes, contudo, infringirem a lei ao manifestar-se, devem arcar com certas consequencias -- como qualquer outro cidadão.
Cordialmente.
E.
erico doidaum
ResponderExcluirÉrico, parabéns pela clareza como vc colocou a questão. De fato, a PM não interviu em qualquer espécie de manifestação dos alunos que configurasse opressão à liberdade ideológica da Universidade. Pelo contrário, agiram na forma da lei, prendendo pessoas que se acham no direito de praticar crimes à luz do dia.
ResponderExcluirOutra coisa, se a PM impõe obstáculos ao livre pensamento, como afirmam os alunos, por que não iniciaram as manifestações tão logo o convênio com a PM foi firmado? Somente se exaltaram quando os estudantes foram presos por fumar maconha, mas aí viram que o argumento era muito fraco e começaram a inventar essa história de repressão policial. No fundo, no fundo, parece que o que eles querem mesmo é viver numa ditadura.